
No tempo d´eu criança...
Quando os aviões passavam indiferentes
Tão alto, mas tão alto que doía a vista
Eu lá embaixo, tão pequenina...
Enquanto me questionava se eles,
Eles, os que andavam de avião, me viam
E se viam a minha cidade pequenina
Desejava secretamente,
Com a inocência inconsequente de uma criança
Que o avião caisse na roça de vovó
Mas não era queda de morte não
Era só pra saber se eles sabiam
Ou pra fazer saber, se eles não sabiam
Que ali era o lugar que eu morava
E morava um monte de gente
Com um monte de história
E um monte de boniteza
Mas que não andava de avião.
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